Crisálida

Mara Cunha

 

Uma vez, no jardim de Gezebel, um certo arbusto ficou coberto de borboletas, borboletas grandes, douradas, e brilhavam; e uma a uma, iam voando, deixando no lugar que antes ocupavam uma leve poeira de ouro. Gezebel olhava, absorta, e aos poucos tudo se aquietava. Foi então que de uma fenda saltou uma lagarta muito verde, muito grande, tão grande quanto um braço estendido, e pairou, assim, tão verde, tão grande, como uma auréola sobre a sua cabeça.

 

 

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