Giovana de Salles">

 

 

Passa pela cabeça

Giovana de Salles

 

O jogador emparedado, aguardando olhava — Cores sonâmbulas — observou.

Por seu olhar capturado por um amarelo movediço em — Van Gogh — pensou.

Anjos-borboleta... — sugerindo-se espirituais — e sorriu.

Uns retratos toscos genealógicos, e... um braço de homem — referindo mutilação. Talvez uma metáfora do desmembramento — tranqüilizou-se. Segurando assim raciocínios relativos a esquartejamentos. Não precisava imediatamente carregar tudo com representações.

Ou recados — ecoou-lhe.

— Pensar no braço somente, com sua única mão apenas. Sem narrativas. Afrouxar as idéias como a gravata em uma roleta sem imã. E sem dinheiro — concluiu endividado quando a chave girou na fechadura e sentiu o cheiro da pólvora.

 

 

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