AS TRÊS MENINAS

AS TRÊS MENINAS

MORTAS

 

 

A NEGAÇÃO DO DISCURSO MONOGRAMÁTICO

numa visada: de Volpi, a Baravelli...

 

                       

 

Flávio Marinho: Eis um artista sem estilo; um artista cujo "estilo" é o seu pensamento e a sua inquietação; é um artista que não se impressiona com simulacros de congruências, ou com vagas "poéticas", ou conveniências de Escolas, ou de mercados de arte, ou com essas tão pós-modernas, ou veneradas "curadorias", mas que não se desvia dos seus objetivos; vem de uma outra e rara coerência: mais vasta.

Nesta sua exposição, na Casa João Turin, As Três Meninas e As Três Meninas Mortas cambiam perguntas e contestam presunções monogramáticas e lançam, despretensiosas, uma curiosa e indiscreta ponte através de três séculos de embaraçada História, e agora por entre Las Meninas, de Velázquez, estilhaçando espelhos, e a Alice, daquela matemática loucura de Lewis Carroll, mirando mundos.

O diálogo continua; distâncias desmoronam; é 1999.

 

Alfredo Braga

Curitiba, maio-junho/99

 

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